Um estudo sobre Graça de Deus parte 1

Querendo ele passar à Acaia, o animaram os irmãos, e escreveram aos discípulos que o recebessem; o qual, tendo chegado, aproveitou muito aos que pela graça criam.
Atos 18:27

Graça. Palavra tão facilmente ouvida nos dias atuais, mas talvez não seja perfeitamente compreendida por todos quanto a ouvem. Existem muitas definições para essa palavra de diferentes autores cristãos. Na própria bíblia ela é usada com mais de um significado dependendo do contexto. Seu poder e significado quando adequadamente compreendidos são libertadores. Quem vive pela graça não está mais preso aos ditames da lei.

Primeiramente, contextualizemos:

  • Leis no antigo testamento

O estudo das leis no antigo testamento demandaria dezenas de volumes em livros e por isso peço que não veja essa postagem como nada mais do que um humilde comentário de quem ainda tem muito a aprender, ok? Serei objetivo e com certeza vou acabar não sitando algo importante, mas releve e perdoe seu irmão aqui.

As leis no “AT” serviram para guiar de forma objetiva o povo de Deus segundo as regras de conduta que Ele estabeleceu. Quem as recebiam eram homens separados que estavam encarregados de passa-las ao  povo. O “porta-voz” mais conhecido é Moisés. O estudo da lei mosaica pode ser divido em algumas etapas:

  1. 10 mandamentos – basicamente instruiam o povo quanto a forma de obedecer a vontade de Deus e como se relacionar com seus semelhantes.
  2. Livro da Aliança das Ordenanças Civis e Religiosas – tinham como objetivo detalhar e explicar os 10 mandamentos para Israel.
  3. Leis de cerimônia – basicamente era direcionada aos sacerdotes quanto modo certo de servir no tabernáculo

Essencialmente os hebreus e judeus de uma forma geral tinha como referencias essas leis. As orientações eram muito objetivas: não matarás, não furtarás… O contexto da época exigia isso, como o espírito não  habitava cada um do povo de Deus, mas sim seus líderes, para que eles soubessem qual era a vontade de Deus diante de uma situação em especial, precisavam consultar a essa espécie de código jurídico.

O que mudou com a graça:

Com a morte e ressurreição de Jesus, a vinda do espírito e a propagação do evangelho, surgiu o momento propício para o tempo da Graça. No tempo da graça as coisas são menos objetivas e mais subjetivas. O “não matarás” de certa forma virou “Toda pessoa que odeia seu irmão é homicida” (João 3:15. A vontade de Deus agora não depende de uma questão de aparências. O campo da vontade de Deus situa-se no coração do homem. Deus não quer mais a aparência da obediência, mas sim um coração totalmente submisso. Para tal tarefa Ele deixou Seu espírito santo conosco. Ele nos guia, nos orienta e nos ensina qual é a vontade de Deus para nossas vidas em cada situação que enfrentamos no dia a dia. Sua “lei” agora está gravada em nossos corações. O espírito nos alerta quando erramos. Estamos mais aptos a agrada-lo e mais perto dele também.

Expiação…

Uma das principais características da graça é que não precisamos sacrificar animais para fazer expiação de nossos pecados. Aqueles a quem chamou e recebeu como filhos, são perdoados quando se arrependem de coração e largam seus pecados. Esse é o tempo da graça. Acesso ao pai, seu espírito em nós e perdão imerecido. Louvado seja o Senhor.